Arquivo para Abril, 2008

Confira as fotos as abertura da exposição DE OLHOS NO MUNDO

Clique para aumentar!

Clique para aumentar!

Amigos e familiares prestigiaram a abertura na exposição DE OLHOS MUNDO no dia 15 de abril no Museu do Escuro no Shopping Galleria – Campinas /SP. Estavam presentes ainda os apoiadores que vieram especialmente de São Paulo: Caco, da Gráfica Ogra e Marcela, da SPSign. A equipe da agência Elefante Branco, parceira na produção dos vídeos, também prestigiou o evento. Fabrizia Aquino, esteve presente, representando a equipe do ProMETRO.

Clique para aumentar!Clique para aumentar!As alunas do curso de Educação Física da METROCAMP, Gleucy Martimiano e Claudia Otsuka, fizeram performances como “esculturas em movimento” e encantaram a todos. As alunas Marise Nogueira e Luisa Moretti trabalharam na venda dos produtos da exposição e foram excelentes fotografas. O aluno do primeiro ano de licenciatura, Gustavo Pires, deu o toque nas bebidas produzidas com sabores e aromas diferentes. Vejam o capricho do barman. A ajuda incondicional destes 5 jovens foi fundamental!

Clique para aumentar!Clique para aumentar!Durante este evento estavam a venda os materiais que geram recurso para esta proposta educativa. As pessoas puderam adquirir a segunda edição do livro “30 momentos”, o poema impresso num folder ilustrado (que teve o apoio da Gráfica Ogra) e o DVD – versão digital da exposição – produzido pela Agência Elefante Branco, parceira deste projeto.

Clique para aumentar!Clique para aumentar!As pessoas puderam conhecer a proposta de olhar o mundo, interagir e tocar as esculturas. Destaca-se o fato dos poemas serem apresentados em texto impresso, braile e, ainda, narrados em áudio.

caderno de registro das visitas

Confira cada detalhe, começando pelo caderno de registro das visitas!

Clique para aumentar!Clique para aumentar!Aproveitem! A mostra DE OLHOS NO MUNDO que ficará somente até o dia 27. A entrada é franca e os horários de visitação: terça-sexta das 10-22h, sábados, domingos e feriados das 12-22h.
Shopping Galleria- piso térreo (Sala de seminário II do Museu do Escuro).

O equívoco da tolerância

Cabe a cada uma de nós aprender a ver o outro e o mundo com todos os sentidos! Leia o texto que Tatiana escreveu sobre a tolerância.

O equívoco da tolerância*

Tatiana Passos Zylberberg (2005)

Temos uma cultura que segrega, hierarquiza, diferencia e, que no discurso, tolera a diferença. Criamos locais em que nem todos entram, seja pelo valor do ingresso que cobramos, pela largura da porta que escolhemos ou porque construímos escadas ao invés de rampas. Utilizamos termos como retardado, medíocre, vegetal, coitado e, aprendemos, que a pena ou a estranheza são as duas únicas alternativas de relação.

Às vezes me pergunto o que aconteceria, se nós soubéssemos falar com os olhos ou com as mãos, com aqueles que não escutam as palavras? Haveria comunicação sem fronteiras? E se fossemos educados a acreditar que há mobilidade, mesmo quando os movimentos de braços e pernas não são visíveis? Quem sabe não ficaríamos tão surpresos ao perceber, que todas as pessoas andam, correm, enxergam, dançam…

Uma vez eu fui entregar uma pequena caixa com as compras de uma amiga no apartamento dela. Por três vezes o porteiro insistiu que eu deveria ir pelo elevador de serviço e não me deixou subir pelo social. Que sociedade é essa em que as diferenças são criadas pelos olhos de quem olha? Ou melhor, pela lente daqueles que “ensinam’ a ver?

As pessoas nos impedem de aprender ou fazer algo tendo como critérios a nossa idade, título, cor da pele ou a forma que nos vestirmos. E nós continuamos afirmando que os escravos foram libertados e que somos um povo miscigenado “por natureza”. Construímos um mundo que limita. Alimentamos as diferenças com nossa própria insignificância, e ainda assim, nos julgamos sapiens.

Da mesma forma que nos alertam sobre ler nas entrelinhas, os professores podem nos ajudar a ver além do visível. Somos humanos e o mistério da diferença há de ser encarado como uma benção e, não, uma maldição.

Expressões marginalizam e discriminam.  Leis contradizem suas implementações. O que será necessário?

Inicialmente, temos que rever nossas crenças sobre o que os outros são e ainda sobre o que somos. Já conheci pessoas inteligentíssimas que não sabiam manipular as letras para escrever palavras simples. Já conheci pessoas que escrevem de forma complexa e são incoerentes diante do outro que se põe a sua frente. Talvez não dimensionem o efeito profundo da crueldade dos insultos que deixam marcas e alteram percursos de vida.

Em 2001, quando ministrei um curso para alunos de Engenharia Civil em Itajubá empenhava-me em mostrar-lhes que, antes do que as regras e cálculos de construção, precisavam aprender a ver os “humanos”. Saber que há os que enxergam com os olhos e outros o contato, que alguns podem andar sobre os pés, alguns precisam de rodas. Além disso, temos que respirar o ar puro e usufruir da luz natural. Diante da compreensão das diferenças, quem construiria edifícios em que o acesso para todos não existe em nenhuma das entradas? Quem pensaria em prédios trancados na própria escuridão enquanto o sol oferece a luz? Quem faria portas tão estreitas para que não passasse uma mãe com seu filho nos braços?

Não adianta mais pedirmos desculpas. Quem não tolera esta lentidão sou eu!

Fechamos os vidros de nossos carros nos iludindo sobre a responsabilidade em relação à miséria e a fome alheia? Alheia ao que? A nossa própria história? Estamos cercados pela corrupção política e deixamos de votar. Temos que continuar acreditando que existe outra forma de conviver. Eu acredito na vida e acredito nas pessoas. Por isso, faço um convite. Abandonem o equívoco da tolerância. Amem incondicionalmente aqueles que estão a sua volta. Acreditem: aquilo que pedimos a Deus cabe a nós.

*Esta crônica autobiográfica foi publicada no livro “30 Momentos” em julho de 2005. A renda deste livro foi revertida para as ações do “Letras de Esperança”, projeto que patrocina a exposição “De olhos no mundo”.

OFICINAS EDUCATIVAS – durante a exposição DE OLHOS NO MUNDO

As oficinas que serão realizadas durante a exposição educativa “De olhos no mundo” estão previstas para 1h30m de duração, incluindo entre visita livre e atividade “dirigida”. O número máximo de pessoas por vez é 25. Os horários das oficinas deverão ser agendados por e-mail – tatianapassoszylberberg@gmail.com

Estas oficinas atendem pessoas de todas as idades, porque partem do repertório e das impressões dos visitantes. Acontecem depois da visita livre, depois que os visitantes olham/tocam sozinhos as obras e lêem os poemas.

As oficinas são gratuitas. Fica sob a responsabilidade do visitantes o transporte e lanche.

Confira algumas imagens das oficinas realizadas na minha primeira exposição educativa “Instalação Ambientes”, realizada no ano 2000. A mostra naquela ocasião era uma montagem com pinturas, esculturas, poesias e fotografias de minha autoria, que instigava as pessoas a propor soluções aos principais problemas enfrentados pela humanidade.

visitantes1.jpg

Aguardo por vocês!
Abs, Tatiana Passos Zylberberg

De olhos no mundo: uma outra abordagem de sustentabilidade

Confiram mensagem que Lucila Lima enviou o Programa Guardiães do Planeta na Radio Pax, antes mesmo da estréia da exposição “De olhos no mundo”.

De olhos no mundo: uma outra abordagem de sustentabilidade
Por Lucila Lima*

Ao integrar a figura humana e o globo terrestre à escultura tridimensional e a poesia, nosso olhar se desloca à alteridade – são todos os sentidos do olhar no mundo.
 
A visão míope da sustentabilidade foi rompida pela intervenção de uma brilhante artista à construção de um mundo mais digno, em que as desigualdades sócio-ambientais passam a ser vistas sob a perspectiva da percepção do mundo de entorno como fator de redescoberta do significado do ser humano.
 
Tatiana Passos Zylberberg é uma artista que procura resgatar a ética e reavaliar a posição do homem dentro da sociedade pelo olhar holístico da sustentabilidade, conectando interatividade e visão à recuperação dos valores que compõem a maravilhosa teia da vida. 
 
Resgata a visão dos deficientes visuais pela possibilidade de diferentes diálogos pelo olhar táctil das esculturas tridimensionais que compõe, e permite a percepção da diversidade orquestrando poesia, escultura e sensibilidade à sustentabilidade do corpo humano. Ao mostrar o corpo humano como receptáculo de todo o conteúdo da vida religa-o ao mundo real e as diferentes realidades sociais e pelas marcas deixadas pela desigualdade nos mostra que os recursos hídricos que poluímos são a própria fonte das águas que nos sustentam como seres neste planeta.
 
Sua poesia assim clama:
“Quando o ser humano entender que faz parte do mundo, muitas transformações ocorrerão, ele não jogará mais o lixo nos lagos, rios e mares porque saberá que são estas mesmas águas que correm em seu corpo…”
 
A exposição acontecerá no “Museu do Diálogo”, no Shopping Galeria (piso térreo) em Campinas/SP, do dia 16 a 27 de abril de 2008, com entrada franca. (ter-sex: 10h-22h, Sab-dom-fer: 12h-22h).
 
E ainda há ainda a possibilidade de se agendar oficinas educativas gratuitas para escolas.

Confira a sustentabilidade do homem como homem, trazida pela educadora Tatiana Passos Zylberberg em sua exposição “De olhos no mundo”

Lucila Lima

*Advogada e Consultora Jurídica Ambiental com pós graduação em Direito Internacional do Meio Ambiente, especializada em Gestão de riscos, Sustentabilidade corporativa sócio-ambiental e em Projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), concentra suas atividades em questões que envolvem empresas, governo e a sociedade civil buscando soluções pró-ativas e sustentáveis. É professora na áreas de  direito ambiental, mecanismo de desenvolvimento limpo, sustentabilidade e responsabilidade sócio-econômica ambiental.Diretora de Relações Institucionais Públicas da SBDIMA – Sociedade Brasileira de Direito Internacional do Meio Ambiente. Apreciadora da arte, escreve poesias e contos.

Diálogo no Escuro

Confira a exposição de “De olhos no mundo” no blog do Diálogo no Escuro.

Aproveitem e visitem o Museu do Diálogo:

museu.jpg

Projeto inovador e transformador, desenvolvido na Alemanha, percorreu mais de 20 países e foi visitado por 5 milhões de pessoas. Esteve no Brasil duas vezes de maneira itinerante e tamanho  sucesso  incentivou a instalação em Campinas, da primeira sede permante da América do Sul.  Instalado nas dependências do Shopping Galeria na Rodovia D. Pedro 1. Os visitantes privados da visão, acompanhados de guias cegos, percorrem  O Diálogo no Escuro no qual “o essencial é invisível aos olhos”. Passam por câmaras completamente escuras nas quais a visão mostra-se um sentido obsoleto e abrem-se outros canais de percepção, vivenciam então novas experiências em ambientes cenogáficos que reproduzem a natureza, a emoção, a aventura, a  realidade e o cotidiano.


sensibilizar a comunidade da urgência e da necessidade de olharmos, tanto para o mundo, quanto para às pessoas, de forma mais humana
Tatiana Passos Zylberberg

Comentários

 

Abril 2008
S T Q Q S S D
« Mar   Mai »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930  

Visitantes

  • 4,458 blogados